22 de agosto de 2017
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Edição 1 - Número: 1
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Não só para baixinhos
Artistas usam a magia do circo para resgatar e incluir
Uma das mais antigas representações da arte de espetáculo é o Circo, que teve sua origem em povos nômades da Eurasia e até hoje viaja pela ávida mente do público através de inúmeras e diferentes categorias. Em Natal, existem poucos grupos de artistas voltados para o movimento circense, não obstante, a “Tropa Trupe” realiza um trabalho de resgate dessa arte por meio de projetos sociais, festas infantis, espetáculos, oficinas e aulas, além de intervenções urbanas.

A companhia de arte deu seus primeiros passos na capital potiguar em 2004 com Rodrigo Bruggemann e Uilo Andrade encantando o respeitável público nas pequenas aparições em eventos de perna de pau. Atualmente, é associada a um grupo de estudo de Circo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, possuindo sete integrantes que praticam malabares, perna de pau e o teatro de palhaço.

A Trupe exerce um projeto social chamado “Eu quero ser grande”, que
oferece oficinas de perna de pau a crianças carentes. Ele foi ministrado pela primeira vez no Maranhão e hoje é realizado junto ao projeto “Encantos da Vila” localizado na Vila de Ponta Negra. “Eu quero ser grande”, ainda em caráter social, também trabalha junto ao PND (projeto Nova Descoberta), que tem como sede o departamento de educação física da UFRN.

Mostrando um excelente trabalho de inclusão social através da arte e utilizando-se
das alturas e dos sorrisos para contribuir com a sociedade, a Tropa Trupe é um paradigma que deveria ser seguido pelos grupos natalenses.

A falta de incentivos é o empecilho para o crescimento da atividade e de acordo com o coordenador Rodrigo Bruggemann, é um dos maiores problemas que o grupo enfrenta. “O circo tem seu espaço e admiração, só não há o incentivo.” Mesmo assim, a luta pela valorização continua e, no chão ou em pernas de pau, o espetáculo não pode parar para fazer grande também a mente das crianças.

fotos: tropa trupe

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“O circo tem seu espaço e admiração, só não há o incentivo.”

   
Revista Retroperspectiva