1. O Novo Mapa do Brasil no mundo da Globalização e as particularidades do Nordeste brasileiro.
O denominado processo de globalização exige do território condições para seu funcionamento. De que maneira o território do nordeste brasileiro se prepara ou reage ao processo de globalização? De que modo a formação territorial nordestina se organiza, se funcionaliza para responder a esse processo? Que implicações este reajuste territorial tem para o novo papel do Nordeste na dinâmica da formação territorial brasileira? Questões a serem respondidas pelos participantes deste eixo temático.
2. Dinâmicas territoriais e espaços da globalização.
Entendido por este Encontro como uma metáfora, o processo de globalização requer o desenvolvimento de altas tecnologias para se impor. Quais os processos que configuram ou constroem regiões, lugares, novas paisagens inerentes a globalização? Quais as dinâmicas que vêm caracterizando o processo de configuração territorial brasileiro e nordestino? Como conhecer os lugares globais, numa perspectiva da Geografia Nova proposta por Milton Santos? Como a globalização se dá nos lugares – espaço do acontecer solidário – no Nordeste.
3. Território e Saúde: perversidades sistêmicas e desigualdades socioespaciais.
O processo de desigualdade sócio-espacial imposto ao Nordeste Brasileiro gerou perversidades que tem na saúde, na fome e na subnutrição e desnutrição suas expressões mais graves e contundentes. Como reconhecer este circuito vicioso? Como contribuir a partir do conhecimento geográfico nessa discussão, numa perspectiva que vá além da narrativa e da descrição? Que papel o território usado, sinônimo de espaço banal, de espaço geográfico, de território de todos, pode desempenhar nessa compreensão? Como transformar esse círculo vicioso da fome e da doença, no círculo virtuoso da vida e da felicidade?
4. A realização do mundo em Natal: perversidades e solidariedades.
Conhecendo um processo particular na sua formação territorial, a cidade de Natal constitui um interessante objeto de pesquisa para observação do par dialético (perversidades e solidariedades) inerente ao processo de modernização incompleto que caracteriza a formação das metrópoles brasileiras.
Como aprofundar este conhecimento? Que problemas, possibilidades e potencialidades podem ser evidenciadas no conhecimento da capital potiguar e sua região? Como o velho e o novo coexistem nesta intrigante capital potiguar? Como se dão os processos de desigualdades e segregações sócio-espaciais na cidade? Que novas funcionalidades identificam a globalização dos lugares nas grandes cidades, e especialmente em Natal?